Gosto tanto do próximo do próximo livro que não o consigo terminar. Não estou preparado para acabar com ele. Não quero sair desta incapacidade de o fazer. Evito pegar nele. Invento motivos. Vejo documentários de bandas dos anos oitenta. Levanto-me, vou à cozinha. Encontro sempre que fazer no computador, que não o caminho da pasta onde já morreram uns quantos capítulos e onde, mais dia menos dia, morrerá o resto da história.
"Ao homem que lhe pergunta pela escrita ela responde sempre com o futuro, porque só no futuro as suas palavras estão a salvo, ainda não aconteceram", in Appelbaum.
Por agora sou como o piano do Ólafur Arnalds. Por agora eu sou inverno.
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Um dia vamos ser este homem e esta mulher
19.11.14
Um dia vamos ser este homem e esta mulher. Um dia não vamos ter ninguém para onde ir.
Que nesse dia, quando tiver ser, o mar esteja igual às cordas do violino e as nuvens sejam o resto. E o fim aconteça igual ao sol, longe do mundo, que seja o que tem de ser, poente, fim.
Que nesse dia, quando tiver ser, o mar esteja igual às cordas do violino e as nuvens sejam o resto. E o fim aconteça igual ao sol, longe do mundo, que seja o que tem de ser, poente, fim.
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