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O diário do coiso #6

5.4.15
Calcadas quinhentas páginas, leitura feita a mais de metade do caminho, O Pintassilgo não se aborrece nem me aborrece. Morreu gente, anos passaram, duas cidades aconteceram, o adolescente Theo passou por isto e por aquilo. Aí, no decurso da narrativa, a pena da escritora não adormeceu.
O quadro de Carel Fabritius está em boas mãos.




O Pintassilgo anda a ser lido quando pode em Vila Nova de Gaia, terra de lombada farta, como a do livro, terra de terra, de muita terra, mas também terra de muito mar, de tanto mar.  Por estes dias de sol mandão as flores já espreitam quem lá vem.

  A maré deste domingo trouxe música feita à medida do meu anzol. Eu pesco.
 

O diário d´O Pintassilgo #5

2.4.15
O livro escolheu uma das mesas livres na rua do Mar, na Aguda.
Pediu um café, tomou um café.
Foi lido pelo sol durante duas horas. Também o vento passou por ele. Algumas crianças e a suas bicicletas meninas iam e vinham.
Pediu uma água lisa, bebeu a água lisa.
O livro escolheu ir embora dali às quatro da tarde. Conduziu-se para o ginásio. Treinou, suou, lavou-se. O livro só não foi ao ensaio na Casa da Música. Ficou a descansar no carro, em frente ao Bom Sucesso. Nem quis jantar o pão, as pataniscas e as moelas.
PS: a música de hoje é dos Tame Impala, Let it Happen, que cá voltará quando houver vídeo. Fica, como é costume, arrumado lá em baixo, o som.


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