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Se podes ver, imagina

19.1.15
Esta fotografia do fundo do mar, tirada à hora das marés baixas, apanhou um cardume de espinhas. A água azul-agosto fora do mês. O dia a dar a volta ao sol. E mais nada, a não ser a vontade de mentir com bons modos.


REZAR COM O ANZOL

5.1.14
Enquanto um fuma, enquanto um fala e o outro escuta, enquanto isso, a areia diz tudo sobre o caminho dos homens e o mar nada revela sobre o dos peixes. Mas os homens têm tempo. Vão ficar à espera que o mar mude de ideias, que ponha a boca no anzol, que sangre, que se perca na sua inevitável memória de peixe.  E que volte a dar uma esmola com espinhas.

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