O livro escolheu uma das mesas livres na rua do Mar, na Aguda.
Pediu um café, tomou um café.
Foi lido pelo sol durante duas horas. Também o vento passou por ele. Algumas crianças e a suas bicicletas meninas iam e vinham.
Pediu uma água lisa, bebeu a água lisa.
O livro escolheu ir embora dali às quatro da tarde. Conduziu-se para o ginásio. Treinou, suou, lavou-se. O livro só não foi ao ensaio na Casa da Música. Ficou a descansar no carro, em frente ao Bom Sucesso. Nem quis jantar o pão, as pataniscas e as moelas.
PS: a música de hoje é dos Tame Impala, Let it Happen, que cá voltará quando houver vídeo. Fica, como é costume, arrumado lá em baixo, o som.
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CRÓNICAS DA RUA DO MAR (1)
19.3.14
A última rua do mundo sentou homens e mulheres em cadeiras de praia, deu-lhes refrigerantes, peixe na brasa, fatias de pão com a Itália na ponta da língua, a última rua do mundo calçou o sol, deu ansiolíticos ao mar, deu vento ao papagaio, a última rua do mundo deu chão a quem chegou e outro chão a quem partiu, e deu, a este Março que ainda vai no meio-dia, a oportunidade de comer dias a Julho e Agosto.
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